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A Grande Caminhada do Ventor

A Grande Caminhada do Ventor

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Tal como o milhafre vejo a minha Grande Caminhada de cima para baixo



Tudo começou aqui, em  Adrão, na serra de Soajo. No dia 06 de Janeio de 1946, dia de inverno, aquecido pelos raios do meu amigo Apolo, o mundo recebia de braços abertos a chegada dum puto que veio a fazer as suas caminhadas pelos trilhos que o Senhor da Esfera lhe estendeu neste Planeta Azul.


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O tecto da Gruta de Altamira, onde mãos de milénios nos deixaram em pinturas estas belas mensagens visuais.


O Ventor saiu das trevas ... para caminhar entre as estrelas.

Ele sonha, caminhando, que as estrelas continuam a  brilhar no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continua a ser belo e a fazer pinturas.


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Não desanimem. Vamos lá! Último post nas caminhadas do Ventor - Sair de Casa

Mais um post, nos Filhos do Sol, sobre a vespa asiática, em Mafra. Bichinho terrível - Outra vez a Vespa Asiática

28.09.11

Catarina de Bragança


Ventor e Quico

Há dias, caminhava eu numa moderna zona de Lisboa, para tentar observar, mais de perto, os meus amigos flamingos, por ali, junto à ponde Vasco da Gama. Seguia rumo aos lados de Moscavide mas, saiu-me ao caminho, vestida à moda do séc. XVII, aquela que foi filha de D. João IV, Infanta de Portugal, Princesa das Beiras, Rainha consorte da Inglaterra e da Escócia, enfim, de todo o Império Britânico de então.

Levou com ela, para entregar à coroa de Carlos II de Inglaterra, uns milhões de trocos, creio que cruzados (dois milhões?) mas, com ela foram também duas belas jóias da Coroa Portuguesa: Tânger, no Norte de África e Bombaim, uma ilha na costa ocidental do Decão, na Índia, com o seu belo porto e cidade que já teve, posteriormente, o nome de Bombay e, actualmente, Mumbay.

 

Eu e Catarina de Bragança, num diálogo, sobre a sua história, numa bela manhã dos últimos dias de verão de 2011

Mas, negócios são negócios e, no passado, se calhar como hoje, muitos casamentos não passam de negócios, nem que sejam só negócios de trapinhos. Claro que não foi o meu caso. Não houve intromissão de negócios e foi para valer.

Mas a Princesa de Portugal, não terá sido tão feliz como Rainha consorte de Inglaterra. Ela teve de entrar nos negócios de seu pai, D. João IV, negócios que tinham como objectivo, sempre, a ajuda externa na guerra contra os Filipes de Espanha, no seu caso Filipe IV.

Esta nossa Princesa das Beiras, esteve várias vezes sobre a mesa, para negociações, sempre em nome de Portugal!

Catarina, ainda não tinha 8 anos e já era moeda de troca nas negociações portuguesas. Primeiro com D. João de Áustria (filho bastardo de Filipe IV), depois com o duque de Beaufort, neto bastardo de Henrique IV de França, mais tarde com Luis XIV de França, com negociações entre a Coroa Portuguesa e esse abade cardeal a que chamaram Mazarino que, segundo os relatos, traiu as negociações com Portugal fazendo as pazes com os espanhóis nas costas dos portugueses.

Os cardeais ministros da França, como Richilieu e Mazarino, tal como na ficção de Alexandre Dumas, foram sempre uns traidores à própria França como não haveria de ser Mazarino traidor às negociações com Portugal, se ele se estava nas tintas para a Coroa Portuguesa como estava para a própria Coroa Francesa! A eles só interessava o seu próprio poder.

Mas enfim! Lá veio o negócio com a Inglaterra por interesses vários, de Portugal e da Inglaterra, lá foi a nossa princesa entregue a Carlos II um baldebino das ruas escuras de Londres. A nossa princesa, sofreu na terra dos nevoeiros, onde os (... ingleses), não gostavam dela por ser católica e, calculo eu, não seria uma vida interessante a da Princesa das Beiras, longe do seu chão alentejano de Vila Viçosa.

Sofreu, concerteza, e apenas os americanos lhe revelaram uma certa estima que até deram o nome de Queens, em sua honra, a um bairro da cidade de Nova Iorque.

 

Catarina de Bragança, no Parque das Nações, Junto à Ponte Vasco da Gama

Mas Catarina veio morrer à terra da felicidade, uma terra de sol e de flores e onde podia gritar alto: "eu também sou filha do sol, Ventor"! Catarina de Bragança enviuvou, em 1685, e manteve-se em Inglaterra até 1692, ano em que embarcou para Lisboa, onde veio a morrer em 1705, vindo assim, a desfrutar do sol português, durante mais 13 anos.

Sempre que passo ali, a alma de Catarina, naquela sua figura de metal, diz-me sempre como Portugal podia ser um paíz tão feliz e como agradece por os portugueses se terem lembrado da sua existência, no passado, como filha de Portugal.

Deixo, aqui, este texto, apenas para servir de rastilho àqueles que gostam de história e se recordam desta Princesa de Portugal, Rainha de Inglaterra, como foi rica a história do seu tempo, onde estivemos envolvidos, com os espanhóis, numa guerra de 28 anos, a Guerra da Restauração de Portugal como Pátria independente e como esta Princesa de Portugal serviu de moeda de troca para servir os interesses entre Portugal e a Inglaterra.


O Ventor, saído da escuridão para a Luz iniciou a sua Grande Caminhada no Planeta Azul . Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... o porco e todos os outros

15.09.11

Invasão Árabe da Península Ibérica


Ventor e Quico

Como o Quico continuava a escrever as suas histórias, depois de o Ventor lhas contar. Elas andam por aqui nas nossas catacumbas e agora é o Ventor que, tal como o Quico lhe pediu, as publica.

A Península Ibérica foi, durante séculos, milénios, um centro de encruzilhadas de vários povos. Por aqui, caminharam gentes de todos os pontos da Europa, também elas assoladas noutras encruzilhadas de povos vindos do Continente Asiático, tal como já tinham caminhado os Fenícios, os Gregos, os Cartagineses, os Romanos e, mais tarde, as grandes invasões de povos vindos do centro da Europa, empurrados por outros vindos mais de leste.

Durante algum tempo, depois dos visigodos terem expulsado os vândalos fazendo-os atravessar o Estreito de Gibraltar para o norte de África coexistiram dois reinos na Península Ibérica. O Reino Visigótico e o Reino Suevo.

Mas, por disputas várias, religiosas, políticas, domínios territoriais, em 585, os visigodos conquistaram o reino dos Suevos e unificaram politicamente a Península Ibérica, que durou até à invasão árabe, em 711.

O mapa da migração visigótica

A crónica do rei Roderico ou Rodrigo

Como vieram os muçulmanos, árabes, sarracenos ou berberes, parar à Península Ibérica?

A monarquia visigoda era electiva - os seus reis eram eleitos pelas Cortes.

Com a morte do rei Vitisa, em 710, reuniram-se as cortes para eleger o seu sucessor.

Constituíram-se duas facções; o grupo de Agila II e o grupo de Rodrigo, o último rei visigodo da Península Ibérica.

Os partidários de Agila, derrotados nas eleições, solicitaram apoios ao Governador muçulmano do Norte de África - Tarique Ibn-Ziad que anuiu a ajudá-los, atravessando o estreito de Gibraltar e assentou arraias na zona de Algeciras.

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Tarique Ibn-Ziad

 

Maomé, subindo ao céu

Foi a religião muçulmana a chave dos avanços muçulmanos na conquista de mundos. Eles, vindos desde a Síria, Iémen, Iraque, ... e por diante, acompanhados por berberes, transportavam o Corão numa mão e a espada na outra

A partir daqui, diz o Ventor que foi preciso definir vários timings sobre a invasão e ocupação da Península Ibérica pelos sarracenos. Há historiadores que dividem a estadia dos muçulmanos, na Península Ibérica, desde a invasão, em 711, com a sua vitória na Batalha de Guadalete e a sua derrota final, e queda do Reino de Granada, em 1492, em três períodos.

1º Período muçulmano, na Península Ibérica, a que eles passaram a chamar de Al-Andaluz, desenvolve-se desde a Batalha de Guadalete, em 711 que terminou com o reino Visigótico de Toledo, até 756, e é considerado um período de conquista e domínio de quase toda a Península, com excepção da zona montanhosa das Astúrias-Cantábria, onde os cristãos iniciaram a sua resistência contra o domínio muçulmano, estabelecendo a sua base em redor de Cangas Donis.

Nesse período da invasão e conquista, entre 711-756, os muçulmanos estabeleceram um emirato, dependente do Califado de Damasco.

Existiu um 2º Período, iniciado por Abderramão I, entre 756-1031, com o estabelecimento de um emirato independente do Califado de Damasco e o estabelecimento da sua capital, em Córdoba.

Em 929, Abderramão III, estabeleceu o Califado de Córdoba, independente.

Este foi um período de grande desenvolvimento do mundo muçulmano, na Al-Andaluz.

O 3º Período dos muçulmanos na península Ibérica ou Al-Andaluz, desenvolve-se entre 1031 e 1492. Este período, subdeivide-se em seis subperíodos, assim discriminados:

 

1º subperíodo de 1031 a 1085: o 1º tempo dos reinos de Taifas;

2º subperíodo de 1085 a 1144: o tempo dos Almorávidas;

3º subperíodo de 1144 a 1172: 2º tempo dos reinos de Taifas;

4º subperíodo de 1172 a 1212: o tempo dos Almóadas;

5º subperíodo de 1212 a 1238: 3º tempo dos reinos de Taifas;

6º subperíodo de 1238 a 1492: A Dinastia Nasrida do Reino de Granada;

 

A partir daqui, se o Ventor me ajudar, o vosso amigo Quico, continuará a descrever-vos, as partes mais importantes da ocupação muçulmana desta bela região da Europa a que nós chamamos Península Ibérica e os árabes, chamaram Al-Andaluz.

Mas, na sua caminhada de quase 800 anos, mais precisamente, 781 anos depois, tudo acabou aqui! No Alhambra, na cidade de Granada, em 1492. Coube em sorte, aos Reis Católicos de Espanha, Fernando de Aragão e Isabel, de Castela, a Católica, negociar com Boabdil, o abandono do Alhambra, retirando-se para terras alpujarrenses, encimadas pelo castelo de Alpujarra. Porém, em Novembro do ano seguinte, Boabdil, acabou por negociar a sua retirada para além do Estreito de Gibraltar, de onde os seus antepassados tinham vindo


O Ventor, saído da escuridão para a Luz iniciou a sua Grande Caminhada no Planeta Azul . Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... o porco e todos os outros